Momentos Que Entrarão Para a História

Mundo

Ninguém tem dúvidas que o momento atual, o fatídico ano de 2020, será lembrado por séculos em todo o mundo. São quase três meses improdutivos, pessoas enclausuradas em suas casas, um inimigo invisível que veio para desafiar a humanidade e faz um estrago, tirando, além de empregos, o direito de sonhar e usufruir dos prazeres da vida.
Muitas vezes, tenho meditado como conseguiram essa proeza. E tudo numa pequena frase, o #fiqueemcasa. Aí, me lembrei da história da poderosa família francesa PEUGEOT, contada no livro SAPIENS, de YUVAL NOAH HARARI, um best-seller internacional. Nele, vimos que ARMAND PEUGEOT buscou inspiração na mesma forma que os padres e feiticeiros criaram deuses e demônios, ao longo de toda a existência, em seus sermões. Ele via que, aos domingos, a comunidade acreditava piamente num padre que, com suas vestes sagradas, convencia a todos que o pão e o vinho mundano se transformariam na carne e no sangue de DEUS. Baseado nisso, foi criada a PEUGEOT - que mesmo vendendo automóveis em todo o mundo, é protegida por um código jurídico francês e de forma bem estranha. Existe o nome oficial da empresa. A marca tem gestores e acionistas, mas também não constituem a empresa. Todos poderiam ser demitidos e todas as suas ações vendidas; ainda assim ela permaneceria intacta. Somente um juiz poderia sentenciar a dissolução da empresa, mas suas fábricas permaneceriam de pé, garantindo a sobrevivência de contadores, trabalhadores e acionistas, mas a PEUGEOT SA desapareceria imediatamente.
Aí, entra a pergunta: Ela existe de fato? Segundo o autor, ela é um produto da nossa imaginação coletiva, como os padres nos convenceram do pão e do vinho. Não é um objeto físico. Mas, existe como empresa jurídica. Parece complexo, mas a história crucial foi o código jurídico francês, tal como redigido pelo parlamento daquele país, que, de acordo com os legisladores, se um advogado certificado escrevesse todos os discursos e juramentos requeridos em um papel e afixasse a sua assinatura, “ABRACADABRA!”, uma nova empresa era incorporada. E foi isso que ele, ARMAND PEUGEOT, fez, em 1896. Colocou como símbolo da empresa um leão que é reconhecido no mundo inteiro e, quando questionado sobre o fato, tem uma frase na ponta da língua: “UMA REALIDADE IMAGINADA NÃO É MENTIRA.” Acho que foi isso que aplicaram na atualidade e convenceram o mundo inteiro.

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