Domingo, a saudade apertará

Cultura

Por Jorginho Santos

A grande VERDADE é que costumamos valorizar mesmo as pessoas quando elas já não estão mais entre nós. Na ânsia de VIVER, esquecemos de corresponder até ao AMOR de nossos PAIS. Aliás, em certa fase da vida, na chamada “ABORRECÊNCIA”, quando queremos demonstrar que já somos donos do nosso nariz, evitamos até ir em alguns lugares com os pais para não parecer “CARETA”. O engraçado é que isso acontece quando mais precisamos de suas companhias para nos ajudarem a escolher os nossos caminhos e as pessoas com quem conviveremos no período de formação do nosso caráter.
Quando criança, nossos pais são os nossos HERÓIS. São eles que nos transmitem SEGURANÇA em qualquer lugar. O meu PAI era um homem de personalidade fortíssima, muito sério, desconfiado e, com razão, porque muito jovem saiu do nordeste e foi ver as malícias do mundo. Andou 22 anos embarcado num navio da Marinha Mercante do Brasil e participou da Segunda Guerra Mundial. Então, viu o suficiente para justificar as suas desconfianças. O meu pai, o senhor JOSUÉ, não era afetuoso como eu sou com meus filhos e netos, mas a sua maneira de ser me passava um AMOR tão grande que não cabia em seu coração. Foi através dele que, analisando, comecei a observar que cada um tem a sua maneira de expressar sentimentos. Uns com palavras, outros com atitudes. Os muito calados talvez sejam até mais amorosos, mas encontram dificuldades de se expressar. Eu, JORGINHO, não! Adoro estar com meus filhos e acho até que gostaria de fazer como os indianos, que moram todos na mesma casa, quando se casam e vem os netos, bisnetos. Acho lindo, mesas de almoço (vocês sabem) repletas de filhos, netos, agradecendo a Deus pelo alimento e cada um contando alguma coisa que lhe tenha acontecido.
Dizem que devemos criar filhos sabendo que eles são para o mundo. Sei, mas não concordo! E só em falar já estou emocionado, porque, em breve, o nosso caçula casará e seguirá a sua vida. Ficaremos num espaço que era para cinco, reduzidoa a dois. É a ordem natural, mas difícil de aceitar. No próximo domingo, estaremos mais uma vez juntos, se Deus quiser, e espero que ainda por alguns anos. Mas, neste dia, a saudade APERTA e busco nas lembranças os nossos melhores momentos. Se você é um felizardo, que ainda tem o seu PAI, aproveite, escreva um bilhete de amor, faça surpresas, não economize palavras, porque pode chegar um dia em que você se lembrará desta oportunidade desperdiçada. É TEMPO DE AMAR! É TEMPO DE DECLARAR ESTE AMOR AOS SEUS PAIS.

 

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Comentários

  1. Jorginho. Adoramos a publicação da foto. Obrigada pela atenção e pelo carinho de sempre. Bjs, Gracinha Nader

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