Feliz Dia das Crianças!

Social

Por Terry M. Santos

Dizem que devemos cultivar sempre uma criança em nós. Alguns conseguem essa proeza, não deixando que as imposições do mundo os transformem, permitindo que a verdade saia sem filtros, que o que der na telha se manifeste, fazer o que o deixa feliz sem calcular todas as consequências, brigar e perdoar quase que instantaneamente, ter a ingenuidade que protege das mágoas, acreditar no impossível, encontrar felicidade nas coisas simples... E depois falam que a MATURIDADE é que ensina muito. Talvez, para atingi-la durante a vida, andemos sem perceber que já a tivemos e a DESTRUÍMOS, para reconstruí-la na velhice; quando muitos dizem que voltamos a ser crianças. Ouroborus da VIDA!
O “ser criança’’ mudou muito ao longo das gerações. E não adianta criar nostalgia. É necessário reconhecer que a Geração Z, a atual, nem poderia ser como a Geração X, dos meus tempos, porque o mundo mudou de forma tão célere e essas mudanças interferiram decisivamente para essa sentença - as novas tecnologias, a crescente violência, as mudanças nas famílias, os novos valores, etc, não permitem que todos brinquem com os amigos de queimada na rua, que ir à casa do vizinho seja algo para não se preocupar porque, praticamente, ele faz parte da família.
Seria melhor que o mundo não tivesse mudado? Para mim, talvez, porque vivi aquele tempo; mas para os que nasceram a partir dos anos 2000, não faz diferença porque o que eles conhecem é esse que vemos hoje. Podemos remar, e devemos, contra a maré e implementar hábitos saudáveis daqueles tempos - as brincadeiras sem recursos tecnológicos, com aquele contato humano que tanto ensina; desenvolver brinquedos com o que nem se imagina... tudo que nos traga vínculos tão importantes para nossa formação e que não se acha facilmente nas práticas atuais.
Precisamos também resgatar um pouco de nossos pais para educarmos. Muitos, hoje, embarcaram na corrida da vida e esqueceram das pausas necessárias para estar com os seus filhos, outros terceirizaram completamente a educação deles; sempre com o justo motivo de trabalhar por uma vida melhor para todos. Mas, será que isso faz sentido? O que vemos na fala de especialistas é cada vez mais crianças com problemas psicológicos decorrentes da “ausência” e “atitude” dos pais. Então, vamos construir e investir na nossa maior fortuna - a FAMÍLIA - e o bem será coletivo. Nossas crianças, filhos, precisam de boa educação, assistência médica descente, incentivo às aptidões, aberturas de novos horizontes, diversão e, sim, tudo isso envolve muito dinheiro no mundo atual; e só conseguimos la plata com muito trabalho. Mas, não basta! A PRESENÇA dos pais na EDUCAÇÃO, com exemplos e ensinamento, vale muito e faz a DIFERENÇA. Então, que encontremos a dose singular de cada um misturando as duas coisas. Dosagens são sempre desafiadoras e difíceis e demandam um esforço hercúleo, que devemos estar dispostos a exercer se escolhermos ter filhos.
Neste DIA DAS CRIANÇAS, com muitas ainda isoladas socialmente até o momento, ou na maior parte destes sete meses, reforcemos o melhor dos presentes – nosso AMOR! AMOR SALVA, AMOR CONSTRÓI, AMOR RESGATA, AMOR INCENTIVA, AMOR RESPEITA, AMOR COMPREENDE... E que resgatemos a CRIANÇA que existe em nós, para caminharmos por mais tempo com a MATURIDADE que às vezes só recuperamos tardiamente. Através das crianças acima, homenageamos aqueles que fazem nosso mundo melhor, nos fazem melhores e pensam num futuro melhor! FELIZ DIA DAS CRIANÇAS.
Aproveito para deixar um conteúdo importante que a Clínica Desenvolver (@desenvolvervix) disponibilizou sobre comportamentos que podem indicar que seu filho precisa de mais atenção
nesta quarentena.
APATIA - Quando a criança fica sem energia, perde a espontaneidade, o riso fácil. É algo que dura mais tempo e se repete em vários dias.
AGRESSIVIDADE - A criança se irrita com facilidade e tem reações de raiva desproporcionais ao fato. É natural sentir raiva neste momento, mas ser agressivo com o outro em várias situações do dia pode ser o sinal de que algo não vai bem.
INSEGURANÇA - Quando a criança começa a ter medos que não tinha antes, solicitando sempre a presença dos pais. Por exemplo, não quer ficar num cômodo da casa se não tiver ninguém por perto, não vai mais ao banheiro sozinho.
HIPERVIGILÂNCIA - É quando a criança fica constantemente em estado de alerta. Começa a vigiar os adultos, se estão lavando as mãos, se higienizaram os produtos que chegaram da rua. Podem também procurar informações a todo momento sobre a COVID-19 na internet, em programas de televisão ou nas redes sociais.
INDIFERENÇA - É quando a criança não expressa nenhuma reação em relação ao que vive. Não diz que está com saudades dos amigos, não relata tristeza por não ver os avós, não demonstra raiva ou medo por não poder fazer as coisas que fazia antes. Nessas situações, as crianças estão desconectadas das próprias emoções, como se estivessem anestesiadas, sem sentirem nada.

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