Dia Mundial do Diabetes

Saúde

Durante esta PANDEMIA, não falou-se, ou falou-se pouco, sobre outras doenças. Parece que desapareceram de nossas vidas, ou, pelo menos das pautas dos veículos de comunicação, que, em sua maioria, preferem contar diariamente as vítimas do tal VÍRUS. Seria ótimo se fosse verdade, mas a realidade é que elas estão aí e muitas são tão fatais, ou mais até, quanto a COVID-19. Os meses alusivos a várias delas passaram meio despercebidos também.
Hoje, é o DIA MUNDIA DO DIABETES - um problema de saúde com alta incidência, sem cura, atingindo quase 17 milhões de brasileiros adultos, mais de 642 milhões de pessoas no mundo até 2040, segundo relatório da IDF (International Diabetes Federation), mas que ainda gera muitas dúvidas e receios em grande parte da população. Para se ter ideia, uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, em 2018, apontou que somente 15% dos entrevistados citaram espontaneamente a doença quando perguntados o nome que corresponde ao aumento do nível de açúcar no sangue. Estimativas indicam que entre 30% e 35% das pessoas não sabe que têm diabetes, ou seja, um terço da população diabética ainda não foi diagnosticada e, portanto, não se cuida e não faz o controle da glicemia. 
O diabetes pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nos rins, nos nervos e olhos, tendo relação direta com a catarata e possível cegueira. De acordo com a endocrinologista Talita Cordeschi, tão fundamental quanto se alimentar bem e manter hábitos de vida mais saudáveis, é não abrir mão da rotina de exames para detecção precoce e sucesso do tratamento da doença. "Se observarmos os números recentes do Ministério da Saúde, podemos reforçar a importância de detectar precocemente o diabetes e fazer o acompanhamento adequado para se prevenir contra as complicações da doença. O SUS realizou, de janeiro a agosto deste ano, mais de 10 mil amputações de membros inferiores, em decorrência de diabetes. Isso sem falar na temida retinopatia diabética, que hoje é a principal causa de cegueira em adultos. O diabetes tipo 2 é uma doença grave e silenciosa, mas é possível fazer um acompanhamento correto, para evitar o agravamento dela e até mesmo a morte", orienta.
A assistência médica contínua, associada às estratégias de combate aos fatores de riscos, ajudam na jornada do paciente. "Falamos de estratégias que vão além do controle glicêmico. O diabetes está inserido em um grupo de várias doenças metabólicas e apresenta sintomas que podem ser facilmente confundidos com outros problemas de saúde. Por isso, reiteramos a importância dos exames para observar corretamente os níveis de açúcar no sangue, por meio dos testes de glicemia." Exames das taxas de hemoglobina glicada também auxiliam no diagnóstico e principalmente no acompanhamento e sucesso no tratamento. "Apenas uma amostra de sangue pode ser o sinônimo do diagnóstico correto", conclui. Foto/Divulgação.

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