O mundo sempre foi igual

Reflexão

Talvez sirva de consolo para muitos, inclusive para este que vos escreve, que o MUNDO SEMPRE FOI IGUAL no que refere-se às pessoas que ocupam o PODER. Claro, existem poucas, digamos, raríssimas exceções, mas existem. Outro dia, lendo um livro, me deparei com detalhes da época em que ELIZABETH I da Inglaterra era a toda-poderosa. Ela nunca se preocupou, e muito menos se esforçou, com despesas em seu guarda-roupa porque achava que através dele as pessoas entenderiam o seu PODER. Para que tenham ideia, a rainha chegou a acumular 3 mil vestidos, que eram encomendados com a proposta de fazer a diferença, afinal, ela era a RAINHA.
Quando viajava, o seu cortejo era de 300 carroças de bagagem e servos. Contam que as roupas, riquíssimas em bordados, pesavam e deixavam desconfortáveis para uma caminhada, mas o look, na verdade, era para dar poucos passos e sentar no trono. Os cortesãos seguiam com olhares atentos para ver se uma pérola ou pedra se soltaria de seus vestidos pois eram tão caros que na vida deles, se vendidos, fariam uma grande diferença.
Já na CHINA, na dinastia Qing, três fábricas, cada uma com centenas de funcionários, trabalhavam em tempo integral para produzir roupas para a família imperial. Apenas um manto para o IMPERADOR chegava a empregar quarenta bordadeiras por dois anos e meio até ficar pronto. As roupas de casamento eram sempre as mais extravagantes. Em 1889, YEHE NARA JINGEN se casou com o imperador GUANXU. Pois as bordadeiras passaram três anos cobrindo o vestido de noiva de seda vermelha com símbolos auspiciosos e criaturas míticas.
É evidente que manter este padrão custava uma fortuna. E quem bancava? O dinheiro público. Então, não pense que hoje, quando vemos coisas como “rachadinhas”, “auxílio paletó”, “verbas de gabinete” e outros tipos de mordomias, que todos conhecem e condenam, seja algo novo. Muito pelo contrário, sempre foi NORMAL para os que chegam ao PODER. Infelizmente!

          

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