Portas fechadas, olhos arregalados

Economia

Quando tive o primeiro emprego com carteira assinada, tinha 19 anos incompletos. Foi no DEPARTAMENTO DE PATRIMÔNIO do Estado do Espírito Santo. Ali, ganhei o primeiro salário e vi como era bom o retorno do meu trabalho. Meus pais não eram RICOS, mas muito trabalhadores. Tínhamos uma vida bastante alegre, com fartura à mesa e condições de viver com tranquilidade financeira. Mas, com o meu trabalho, aprendi a importância de ser responsável pelos meus compromissos. Tive, ao longo da vida, um aprendizado onde a cartilha sempre ensinou, e justificava uma frase do meu velho pai, de que "a gente leva a vida inteira para fazer o NOME e perde em um segundo”. E só mesmo organizando-se, comprometendo-se apenas com o que já está em seu poder, nunca com o que podemos ganhar, isso é possível.
Nesta PANDEMIA, mesmo quem sempre teve suas contas em dia, suas reservas, viu o mundo desabar. Como é possível pagar tanta coisa, se alimentar, comprar remédios, sem trabalhar, sem produzir? Não, isso é IMPOSSÍVEL! Tenho batido nessa tecla porque acompanho alguns casos de comerciantes que desabafam e até choram diante de uma situação considerada irreversível.
É bom lembrar que muitas profissões exigem o trabalho presencial, não adianta sugerir HOME OFFICE. Dias atrás, assistindo a um debate na CNN com um dos considerados grandes influenciadores digitais na área dele, ouvi algo bastante preocupante. Disse ele: “Infelizmente, sou obrigado a dizer que as chances de recuperação de quem perde tudo durante a PANDEMIA, de reconquistar, é ZERO!” Infelizmente, sou obrigado a concordar. É como uma construção que você coloca todos os dias um tijolo, durante anos, e um dia tudo desmorona. E o pior: até a fábrica de tijolos já está com as PORTAS FECHADAS, o que deixará o atingido de OLHOS ARREGALADOS e sem saber por onde recomeçar. Imagem de PublicDomainPictures por Pixabay 

COMPARTILHE:
Faça seu login e comente essa matéria