Nostalgia de Natal

Reflexão

Desde que formei a minha família, aumentou muito o prazer de comemorar o NATAL. Na infância, vivi bons momentos, ganhando todos os presentes que pedia a “PAPAI NOEL”. Em nossa casa, não havia ceia, todos dormiam cedo, mas tínhamos um bom café da manhã e um almoço sempre muito farto e com toda a família reunida. Isso... até a doença da minha mãe. Nesse período, já era adulto e vivi durante um tempo com o NATAL sem nenhuma representatividade. É difícil, muito difícil, ter alegria quando se tem uma MÃE doente, imóvel numa cama.
E, quando casei, a data voltou a ser a minha preferida. Nos primeiros anos, íamos para a Fazenda Império e lá a festa era grande, com a alegria reinando porque minha sogra, a saudosa D. RITINHA, gostava de ter os filhos, genros e netos naquela farra, unindo umas 25 pessoas. Depois, organizamos em nossa casa e todos se reuniam conosco. Quem me conhece, sabe o quando a data é festejada por mim. A magia do NATAL me traz muita alegria e emoção. A cada ano, quero a nossa casa mais bonita, com uma mesa farta e diferenciada e tenho dúvidas se pode existir noite de NATAL mais bonita. Pode ter igual, pelo menos isso é um ponto a mais, porque quando estamos satisfeitos com o que temos e com o que podemos fazer, nos sentimos realizados. E, por isso, a todos os instantes louvamos gratidão a DEUS.
Nos últimos meses, tenho lutado contra aquilo que todos conhecem como “SÍNDROME DO NINHO VAZIO”, que é quando os filhos casam e vão viver suas vidas longe dos pais. Não estava preparado para isso. E, com certeza, por essa razão, o NATAL que se aproxima trouxe uma grande ansiedade. Aquela contagem regressiva, com segundos contabilizados e o coração acelerado. Às vezes até com a pressão desregulada. E quando me sinto assim, lembro dos indianos, que, em sua cultura, os filhos casam e as famílias aumentam com todos juntos. A princípio, parece uma bela ideia, mas sabemos que “quem casa, quer casa”. A vida comunitária, até nos condomínios, é difícil, imagina embaixo do mesmo teto?
De qualquer maneira, o que temos em nosso coração é apenas NOSTALGIA natural de quem ama seus filhos, seus netos e tem prazer dobrado em vê-los ao redor, com saúde e brindando a vida. É nisso que focamos para superar, entender que DEUS é quem decide TUDO e, se analisarmos cada época, temos de nos ajoelhar e agradecer por cada minuto vivido. No caso, eu, particularmente, à minha esposa, ELIZA, a matriarca que me atura, que me entende e quando vê qualquer ameaça à nossa fortaleza, consegue me colocar de pé e me conscientizar que juntos somos mais fortes.
Para todos os leitores, amigos que durante a vida inteira agendam um encontro conosco diariamente, aqui ou nas páginas da edição impressa da nossa revista CLASS, deixamos a nossa gratidão e o desejo que tenham a melhor de todas as noites de NATAL de suas vidas. A emoção é inevitável, mas a alegria depende de cada um de nós. Beijos no coração. JG.

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