As crenças e manias do Ano novo

Reflexão

Por Jorginho Santos

Sempre fui de contestar a maioria das coisas. Tenho muita dificuldade de aceitar o "politicamente correto"; não me sinto bem repetindo ideias alheias e usando o que todos usam. Não é por querer ser melhor, é porque gosto das diferenças, de quem ousa, de quem inova. E isso sempre custa muito caro. Hoje, o último dia do ano de 2021, vejo nos sites as mesmas sugestões para passagem do ano, cada qual garantindo coisas que nunca acontecerão, mas que milhares de pessoas fazem na esperança de um MILAGRE.
Desde que me entendo por gente, as pessoas usam roupas brancas ou amarelas porque alguém disse que traz PAZ e DINHEIRO, consecutivamente. Tolice! Muitos usaram calcinhas, cuecas, camisas, blusas, vestidos e perderam tudo e foram à falência. Comer lentilha nos primeiros minutos dará sorte. Mas, pode dar caganeira também, dependendo da quantidade. Comer romãs, guardar caroços de uvas na carteira há séculos dizem que garante dinheiro. Dar a volta na casa com uma mala garantirá viagens. E pensar que eu já acreditei nisso!
Na Rússia, as famílias se reúnem e quando chega o momento das badaladas da meia-noite, eles tomam vodka e jogam as taças nas paredes. Quer dizer, já começam o ano com prejuízo. Ouvi dizer que na Austrália há um hábito das pessoas se jogarem contra a parede. Certamente depois que beberam todas. 
De todos os réveillons que vivemos, o mais bonito sem dúvida foi o que passamos a bordo de um navio no Rio de Janeiro, vendo o show pirotécnico ao som da banda do navio tocando a tradicional música "ADEUS ANO VELHO”. Acho que, com o passar dos anos, as crenças se desmistificam e começamos a viver a realidade de cada coisa. Inclusive nesta data de mudança de calendário. Não é um novo ano que traz mudanças, o que pode mudar são os nossos hábitos, os nossos conceitos, as nossas pretensões e a determinação de conquistas. Só conseguimos mudar as nossas vidas quando mudamos nossos propósitos. A luta continuará enquanto houver vida.
Um amigo me disse que tem por hábito escrever numa agenda os seus desejos de realização quando começa o ANO. Mas, depois, ele lembra que geralmente estava bêbado e só os recordará quando chegar um novo ano. Só em ter esse bom humor, acho que é sem dúvida um bom hábito. Afinal, vivemos num mundo que está difícil levar as coisas a sério, o melhor mesmo é fingir que ainda estamos naquela de CRENÇAS e MANIAS na chegada de um novo ciclo, mas lá no fundo só nos resta mesmo é entregar nas mãos de DEUS. Porque se colocar nas mãos dos homens, estaremos fadados ao sofrimento e à decepção, da MENTIRA em cada ideia, em cada sugestão, e em cada ato que perdermos tempo fazendo. Pelo menos os numerólogos sinalizam que 2022 é o ano da reconstrução. Então, daremos crédito e pediremos a DEUS que estejam certos. FELIZ 2022!!!

COMPARTILHE:
Faça seu login e comente essa matéria