Quitinete de mendigo

Política

O problema social se agrava e só não enxerga quem é cego ou se faz. Nas ruas da Praia do Canto, em cada porta de padaria ou de bancos, os mendigos já fazem loteamentos para fixarem sua estadia. Na Rua João da Cruz, esquina com a Avenida Rio Branco, podia ser visto hoje pela manhã um espaço que deve ser de registro de água ocupado com edredons, travesseiros e roupas. Sabemos que é um desafio enorme o controle e a retirada dessas pessoas, mas a falta de pelo menos tentativas de diminuir, liberando, como vem acontecendo, pode levar a graves consequências.
No ano passado, um rapaz se instalou na calçada do prédio onde resido. Fomos até ele e perguntamos de onde era. A resposta: “De Minas, vim procurar emprego, não consegui, não tenho como voltar.” Combinamos que daríamos a passagem, um banho e roupas para ele retornar e passar o NATAL com a família. Ele disse que não podia porque estava sem documentos. Quando oferecemos ir a uma delegacia para tentar solucionar o problema, ele sumiu. Pois bem, depois de um ano, ele voltou e se instalou mais uma vez na mesma calçada. Assim como ele, muitos são de Minas Gerais. Um problema seríssimo, que precisa de um plano de atuação rápida por parte dos serviços de Assistência Social.

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