O limite da confiança

Reflexão

Pode até ser impressão minha, mas acho que antigamente as pessoas transmitiam maior confiança, as amizades eram mais duradouras e isso fazia nossos dias melhores. Tempos atrás, conversando sobre isso com um amigo querido, ele disse uma coisa certa: "Demoramos muito para confiar nas pessoas e elas, em segundos, quebram o elo da confiança.” É uma verdade, hoje, as pessoas se infiltram na intimidade dos outros buscando munição para um dia em que elas já não forem mais interessantes.
Vejo nas redes sociais autênticas declarações de AMOR para amigos que ainda não tiveram nem oportunidade de observar o seu caráter. E..., logo depois, um afastamento brusco, deixando evidente que houve algum deslize e decepção. AMIGOS, na verdade, se constroem quando atravessamos os momentos de euforia e os de desalento.
Ter “AMIGOS” que possuem uma bela acasa, que possam pagar as contas do champanhe e viver contando piadas ou ironizando os que não lhe são simpáticos, não é muito difícil! Talvez, a necessidade de ter alguém que, em troca de elogios falsos e demonstrações pacientes na hora da carência, traga uma massagem no ego. Mas, o custo disso vai além do financeiro, rasga a confiança de maneira sórdida e cruel.
É preciso impor sempre o LIMITE DA CONFIANÇA. Não ceder muito, não acreditar sempre, aguardar um momento onde se possa avaliar o comportamento de quem julgamos ser um “BOM AMIGO”. Talvez, neste instante, possamos lembrar uma frase de DALAI LAMA: “O que é meu INIMIGO? Eu mesmo. Minha ignorância, meu apego, meus ódios. Aí está o meu INIMIGO.” Imagem de Myriams-Fotos por Pixabay 

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